quinta-feira, 15 de outubro de 2015

E lá vem o senado...




No final de semana com feriado que se passou, passei três dias em Porto Alegre, no prédio da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde participei do UFRGS Mundi 2015. O UFGRS Mundi é uma simulação de várias áreas da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Senado Federal brasileiro, onde fiquei (á principio meio relutante, por ser um feriado e eu adorar dormir além da conta, mas com o tempo mudei a visão). Fui representando a escola onde estudo, Frederico Schmidt.

Nossa tarefa era revisar a Lei da Anistia (lei que perdoou todos os envolvidos no regime militar brasileiro, as vítimas e principalmente os vilões), revisão essa que foi barrada no Supremo Tribunal Federal (STF). Eu fiquei na bancada da minoria (que fez um furdunço danado, debatendo com propriedade), que apoiava essa necessária revisão, representando o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Fomos de encontro a uma bancada de maioria muito bem estruturada, de argumentos falhos, mas fechada, de tal maneira que por falta de votos a revisão novamente não passou.

Os debates foram extremamente acalorados, levado por uma mesa de estudantes universitários que davam prazer para nós de estar lá, devido á aquele brilho latente em seus olhos, o que deu força para seguirmos falando (até porque ficar três dias debatendo dentro de uma sala para alguns pode ser um tormento, mas acabou se tornando um grande prazer). As pessoas participantes eram jovens de altíssimo garbo, muito bem humorados e entrosados, o que fazia com que o prazer de chegar logo o outro dia para continuar o debate só aumente-se, a ponto de, na terça-feira seguinte ao fim do evento, o meu peito sentir uma falta tremenda daquelas pessoas com quem convivi por três dias, mas me parecia que convivia a vida toda.

Percebi como é difícil lidar com pessoas de visões diferentes. Percebi como a falta de argumentos faz o homem atacar a pessoa e deixar de lado as ideias. Percebi que posso perder toda minha razão no momento que perco minha grande paciência e chego ao ápice de gritar (grito que foi devidamente repreendido no mesmo tom pela mesa da presidência). Percebi que o homem pode brigar severamente durante horas e chegar ao fim daquilo, abraçar o desafeto e sair rindo como se nada tivesse acontecido.

Com certeza esses três dias levarei por um longo tempo na minha vida, assim como as pessoas que lá conheci. A minha fé no próximo voltou, coisa que há tempos não tinha. Hoje novamente não calo minha boca como de costume, grito alto aos quatro cantos o que a voz cala mas o coração agita: “SOMOS DO SENADO, PRIMEIRA VEZ E JÁ GLORIFICADO!”

sábado, 22 de agosto de 2015

Alpendre da saudade

Às vezes fico no alpendre da fazenda
Contemplando a vivenda onde eu era tão feliz
E bem na frente um barranco ao pé da estrada
Foi passagem de boiada
Tão pisado, o chão me diz:

Por quê?
Por que você mudou?
Por que se afastou de mim?
Eu sou apenas uma estrada
Não sou mais pisada
E tão abandonada, enfim

De que me adianta
Esse alpendre da fazenda
Que eu troquei pela vivenda
Por ser tão cheia de pó
Mas era um pó cheio de felicidade
Hoje é pó da saudade
Aqui eu chorando aqui tão só:

Eu sei, eu sei qual a razão
Pois o meu coração me diz
Mas quando eu pego na caneta
Ela me consola
Ela é que me faz feliz

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A volta dos que não foram



Á muito tempo eu venho dizendo pelas empreitadas da vida que a história recente do Brasil é como um espírito zombeteiro, que não encontrando seu caminho fica zanzando pelo imaginário e pela vida das pessoas em sua volta. Mas também não podemos ser hipócritas e ficarmos de boca aberta, com dizeres do tipo “meu Deus, encontraram milhões na casa da dinda, Collor tinha carrões guardados, onde o país vai parar”.

Eu não era nascido na época dos acontecimentos que culminaram no impeachment do presidente Fernando Collor de Mello em 1992, mas pelo parco estudo que tenho (não sou de ser modesto, mas agora fui pra manter as aparências) sei que o país sob sua tutela passou por maus bocados. Inflação em altos índices, poupança retida pelo banco central, povo sem dinheiro e sem dignidade.

Denúncias de seu irmão Pedro Collor, que dentre outras coisas falava sobre milhões guardados, dinheiro em campanha que foram capitados, mas embolsados por ele e seu tesoureiro PC Farias (que foi devidamente queimado dos arquivos poucos anos depois) e jogos de poder obscuros ficaram insustentáveis a ponte de o congresso ser obrigado a derruba-lo. Veja bem, não vou com isso contra o que disse no primeiro texto deste blog, ao contrário, reitero, o povo não derrubou Collor, mas uma grande articulação política motivada pelo fato de ele querer roubar sozinho.

O tempo passa e ele aos poucos ressurge das cinzas, como um bom coronel das Alagoas que sempre foi e se une a pessoas do poder, a ponto de hoje, 23 anos após o impeachment, voltar a ser investigado e irregularidades devidamente comprovadas.

Hipócrita daquele que se espanta, quem mandou confiar na velha raposa? Raposa perde o pelo, mas não o vício. E com esse triste episódio vê-se que no Brasil, historicamente, nada se cria, nada se renova, apenas tudo se repete. Aquilo que um dia foi um Fiat Elba, hoje são incontáveis Ferraris, aquilo que foram cruzeiros hoje são reais (sendo otimista, porque devem ser mesmo euros, dólares, moedas que valem), e aquilo que foi passado pra trás... bom... pra frente não foi... (vou calar a boca antes que eu termine com um tiro no peito igual PC ou com um câncer inesperado igual Pedro...).

sábado, 18 de abril de 2015

Solidão de um quarto




Dizem os mais sabidos (ou pelo menos que se acham mais sabidos) que a pior solidão que existe é a solidão do quarto de hotel. Sempre que se conta uma história e se coloca no meio dela alguma parte sozinho em um quarto pode se ter certeza que é alguma tristeza. Hoje me peguei na pior situação que já passei em todos esses anos tentando viver (claro, perder um ente querido é uma situação muito ruim, ainda mais quando esse ente se mata aos poucos sem pensar em você): sozinho num quarto sem ter com quem conversar e sabendo que não tenho para quem ligar, ou pelo menos bater um papo online.

Tomei consciência de uma realidade que eu sabia mas ficava adormecida na minha mente pela anestesia dos momentos de felicidade passageiros: não soube manter um ciclo de amizades na minha vida. Todo lugar onde eu abito ou já abitei não deixei uma única saudade. Sempre se cria uma reclamação pelo meu jeito de ser que gera muita dor para mim. Não consegui manter um amigo que me chamasse para sair, um amigo que eu não tivesse que me meter no meio das conversas para sair com ele, um amigo que gostasse de mim sem reclamações e que todo o final de semana estivesse comigo, um amigo que em nenhum momento falasse de mim pelas costas, apenas um amigo.

Não quero com esse desabafo botar em cima de mim a imagem de "coitadinho" ou "dramático", quero apenas chegar a conclusão que toda essa minha solidão e tudo isso que me acontece é por minha máxima culpa. Sim, minha culpa, culpa essa que carrego com muito pesar nas costas. Exagero no carinho, exagero no que esperar da pessoa e fico esperando um pouco de afeto do primeiro que vem e me da "bom dia". Não quero com isso também que apareça alguém dizendo "coitadinho, vou ajudar ele". ABSOLUTAMENTE NÃO! Porque eu mereço, tudo o que colho eu já plantei um dia e espero que toda essa dor acabe comigo aos poucos para que eu sofra ainda mais e com esse sofrimento saiba me reerguer e ser um homem melhor algum dia.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

E agora José?



José meu bom José... De vez em quando fico pensando o que te levou a se candidatar a ser comandante de um barco furado, detonado, sem tripulação e cheio de ratos. É meu bom José, tu devias ter ficado na tua Caxias do Sul calmo, tranquilo, devia ter tentado de novo a prefeitura (que com certeza ganharia), tirando de cabeça esse desejo de subir na vida. A subida é sempre mais perigosa, os degraus para chegar ao topo são como lisas arruelas que dividem a pressão de uma forma que tende a não pressionar no inicio, mas depois se da o aperto.

Talvez se tu tivesses esperado mais quatro anos, ter deixado, sei lá, a Ana assumir, ou até mesmo o Vieira coitado (que tu levo contigo e que também ta sentindo a pressão) talvez hoje tu fosse uma oposição mais neutra, o que difundiria tua imagem regionalmente e que saá nacionalmente (claro, nacionalmente como ferrenho apoiador do governo Dilma). Mas tua ganancia por poder (que imagino eu deva existir, pois ninguém chega ao Piratini sem querer) foi tão grande que ao dar a cara a tapa, os socos foram mais fortes, o que te fazem hoje, 100 dias após tomar posse, um governador despopular por não ter como fazer programas que o tornem tal.

E agora José? O que te resta? Sentar e assistir o extermínio do estado ou pegar o que te resta de público e remexer no mais profundo do intimo gaúcho e arrumar o que é de praxe? Talvez arrumar tuas malas e voltar a tua Caxias do Sul que tanto te ama (ou não, não sei como anda a tua situação por lá). Bom, só sei que meu bom José, a ganancia foi tua, agora dirija esse barco e se não afundar, tua capitania terá comando eterno.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Renascendo na fé



Pausa para a semana santa, fica aquele pensamento em mente: será que estou levando a sério minha fé? Será que tem me ajudado em alguma coisa toda essa fé? Será que eu tenho fé? São perguntas tipicas que aparecem na cabeça de todo o cidadão, religioso ou não, nessa época de reflexão que antecede a Páscoa, dia da ressurreição.

Muita gente não entende o real motivo de toda essa tradição (tipo colher macela sexta de manhã, ficar entre quinta e sexta sem comer carne vermelha, apenas peixe, etc.), e tem gente que chega a dizer coisas do tipo "vou fazer um baita churrasco essa sexta-feira". Mas tudo isso tem um sentido especial para quem crê, independente da religião praticada. Até porque toda religião pentecostal e neo pentecostal provem de uma mesma religião, a católica, mas isso é história pra outro texto.

O ponto que eu quero chegar é que toda ou qualquer tradição desta época tem a intenção de penitencia de um erro drástico cometido pelo ser humano, o erro de ter condenado a morte um ser superior que veio com a intenção de salvar-nos do pecado. Ninguém é obrigado a crer nisso, mas tem que respeitar. Respeito é muito importante para tudo na nossa vida, respeito ao próximo é o que mantém a sociedade em harmonia. (o mesmo respeito que eu tenho por quem não crê eu espero ter por crer.)

Se sua fé está aflorada, se sua fé está adormecida ou se por algum motivo você não tem fé, nessa época de pausa faça um balanço de tudo o que levou você a ser assim. A ressurreição representa um recomeço, um momento de renascimento espiritual, um momento de redescoberta de si mesmo. Cresça na fé, acorde essa fé, FAÇA ESSA FÉ RENASCER! 

domingo, 29 de março de 2015

Tenho Saudades



Tenho saudades de um tempo que eu não vivi. De ouvir falar, sinto falta de coisas significativas para mim, coisas simples que eu gostaria de ter vivido, de ter visto, de ter sentido. Como pode uma pessoa ter essa saudade forte, que machuca, sem nem ao menos ter nascido na época? Não sei, mas são coisas que me fazem de tristeza dar risada para não chorar de saudade.

O cheiro do café passado de manhã, o gosto do mate sevado na hora, são coisas que dinheiro nenhum compra. A estrada com aquela carreta grande e imponente passando. Os bois mugindo, ruminando, num compasso com a fina alvorada. Aquela paixão simples, recuada, recolhida num olhar que de malicia não tinha nada. A vida simples, onde o homem trabalhava para comer e não para deixar viúva rica.

Agora, existe a cafeteira, o mate é cheio de química, o dinheiro compra tudo. O progresso foi vindo como um rolo compressor e o asfalto tirou todo o charme da poeira da estrada, velha carreta já não sai do lugar. O mugido foi trocado pela buzina e o compasso da fina alvorada por um céu cinza de fumaça. E a paixão, ah a paixão! Virou malicia, virou atos libertinosos, ninguém mais aceita a cordialidade, apenas a canalhice dos beijos passageiros.

Soberbo vou resistindo, somente o implacável tempo vai forçar a parada dessa saudade. Eu vou cumprir essa sina, embora os tempos mudados, vou mantendo minha tradição, passada de pai para filho. Sim, sou diferente, sou uma poeira já carcomida simbolizando um passado que já não trás interesse. Quando eu for para a eternidade essa tradição vai parar, porque graças ao inevitável progresso essa saudade não vou ter para quem deixar.

sábado, 28 de março de 2015

Analise de uma furada



Infelizmente, minha memória recente é meu ponto fraco. Geralmente não me lembro de algumas coisas pontuais que me falam, ou coisas pontuais que acontecem em minha volta. Mas resolvi desta vez analisar o que fez o prefeito de São Leopoldo, Doutor Aníbal Moacir, ser eleito, sendo que hoje em dia ele é muito criticado. E para isso tive que fazer uma pesquisa minuciosa em jornais, revistas, facebook (sim, facebook em época de eleição é uma eferverscência de críticas, ofensas e muita opinião) e me deparei com um vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=HlwdA1FWWN0) de um debate da TV Educativa (TVE) que na época não cheguei a ver pois nem chegou a meu conhecimento (2012 foi um ano muito conturbado para mim).

Nos pouco mais de 50 minutos do debate, vi de tudo um pouco. O candidato Fernando Henning (PPS) parecia muito nervoso, não sabia para onde olhar, apertava muito as mãos, mas evitava um embate com os outros. Falava muito em ouvir a sociedade e de um plano de governo feito durante quatro anos. Qual sociedade? Não sei se foi Orpheu, Ginástica (hahaha piadinha sem graça), mas me lembro muito bem da eleição de 2008 de ele candidato a vereador fazendo campanha para o mesmo doutor Moacir, então não me espanta essa posição coadjuvantemente tomada.

Ronaldo Zulke, figura emblemática na vida pública leopoldense (foi eleito vereador, mas prefeito sempre rejeitado em São Leopoldo), atacou Moacir, assim como foi atacado por tal, de maneira feroz. Jogava na cara do candidato a história de bater ponto no hospital Centenário, dizia que os governos do PSDB eram um fracasso, por ai a fora. Um brave parenteses: conheço muito petista, e todos falam do mesmo jeito, com o mesmo tom de voz e as mesmas frases prontas. "A critica pela critica", "A disputa pela disputa" foi ouvido em pelo menos 40 minutos dos 50. Caiu no erro de elevar um mandato anterior que deixou uma grande divida.

Finalmente, chegando ao fim dessa analise, doutor Moacir usou do velho modo que já é usado desde os tempos do guaraná com rolha: denúncias e promessas. "Vou construir um novo hospital" foi sua frase mais dita. Também falou muito da dívida da cidade e chegou a soltar pérolas do tipo "Vou levar uma régua e se couber uma maca no elevador eu faço daquela nova prefeitura um hospital." Não sitava nomes, mas atacava Zulke sem dó. Ganhou na base da promessa. Prometeu quebra queixa a quem só tomava sopa sem se preocupar se esse quem tinha dentes pra tal.

Voltando aos nossos dias atuais vemos que tudo aquilo falado não foi cumprido. A divida era muito maior do que o pensado e foi aumentando ainda mais durante o tempo. Agora vemos uma cidade esquecida, um hospital que mata seus pacientes por sobrecarga de trabalho nos profissionais que ali trabalham e nem sinal do novo hospital prometido com veemência. Vimos 3 anos de uma cidade parada para agora, época de eleição, começarem a cortar grama de praças e pintar postes.

Porque só agora? E porque só obras desse tipo? Porque não fazer obras de esgoto, de infraestrutura, e não maquiagens? Uma vez conversando com um engenheiro mecânico da mais alta competência, ele me disse um pensamento que conclui essa minha analise: "O povo tem memória curta. As crises acontecem em inicio de mandato por causa disso. Ai vem época de eleição e vem essas obras, porque o que ganha voto não é fazer obra de esgoto, ninguém vê, é fazer ponte."

domingo, 22 de março de 2015

Sartori que se cuide!



Matutando minhas ideias esses dias, andei pensando em todo esse lamaçal que cerca nossa política nacional. Política é uma coisa marginalizada, um jogo de poder dos mais inescrupulosos que o ser humano já inventou. Quando um cara está no poder, vai lá, faz seu trabalho (super, mega, hiperfaturado, mas faz), vem época de eleição, tenta reeleição sempre que possível e quando não se reelege ou não elege seu sucessor, rouba, faz maus contratos, afunda as contas públicas o máximo que pode e deixa uma bomba para o próximo mandato.

Ai, no interim destes pensamentos, vem a incrível notícia que nosso estado do Rio Grande do Sul está com um déficit orçamentário de aproximadamente 5 bilhões de reais, notícia essa que vem apenas para confirmar meus temores. A última vez que o estado pagou por completo suas dividas foi no governo do Pedro Simon (PMDB) (sim, o velho de 100 anos que parece que não saía do senado nunca, foi governador de 1987 até 1990), e de lá pra cá já se passaram 25 anos.

Nunca foi reeleito governador nenhum desde a primeira eleição direta para o governo em 1982 (eleição essa que elegeu Jair Soares do PDS, hoje PP). E entre erros e acertos, Alceu Collares (PDT), Antônio Brito (PMDB), Olívio Dutra (PT) (não tentou reeleição, mas deixou o estado na pindaíba), Germano Rigotto (PMDB), Yeda Crusius(PSDB) e Tarso Genro (PT) não honrarão todos os seus deveres. E os resultados desses jogos políticos vêm agora, quando é reconhecido que o estado não tem dinheiro nem para honrar sua folha salarial.

José Ivo Sartori que se cuide, porque ele pegou um abacaxi tão grande para descascar que se ele não usar uma boa luva, os espinhos da casca vão cortar suas mãos. Infelizmente, política virou um jogo tão sujo há tanto tempo que hoje em dia nenhum partido se salva. Quem vai pras ruas pedir mudanças faz bem, mas do jeito que está e com o povo que lá está, nosso estado e nosso país continuarão na merd... CALA A BOCA ZANOTTI!

domingo, 15 de março de 2015

Um jovem velho




Eu devo ser muito esquisito mesmo. Não entendo toda essa dita “modernidade”, toda essa inconsequência que rodeia esse mundo. Sou um jovem com pensamento de velho, tenho que ser internado, pessoas como eu não merecem conviver na nossa sociedade.

Da onde já se viu um jovem de 18 anos não concordar que meninas de 12, 13 anos namorem caras de 15, 16, 32 anos? É um absurdo isso! Afinal elas têm “toda a liberdade que necessitam”. São namoros “sadios”, afinal são mulheres “evoluídas com seu tempo”. Afinal, se elas terminam se entregando a esses “velhos”, engravidando, e botando no mundo uma criança sem o mínimo de exemplo dentro de casa, são elas “mães solteiras independentes” na idade em que deveriam estar estudando.

Da onde já se viu um jovem de 18 anos não concordar com uso de maconha, uma “erva medicinal que faz menos mal que o cigarro?”. Que é isso, é muita falta de “estudo”. Afinal, porque permanecer nessa caretice? Porque viver nessa realidade que nos cerca se podemos viver em um mundo só nosso? Uma realidade fictícia que destrói nossa vida e a vida das pessoas em nossa volta, mas nos faz “bem”.

Devo ser um “machista reacionário da direita”, um “católico repressor”, ou um “gordo invejoso”. Tenho que me “abrir a esse novo mundo, viver loucamente de modo evoluído”.

AH, FAÇA-ME O FAVOR. EU VENHO DE UMA FAMÍLIA COM TODOS OS DEFEITOS E ACERTOS QUE UMA FAMÍLIA TEM E ESSA FAMÍLIA ME DEU PRINCÍPIOS. NÃO SOU UM JOVEM COM PENSAMENTO DE VELHO. SOU UM JOVEM CRIADO EM UM PILAR MUITO SÓLIDO DE MORAL. TENHO ESSES PENSAMENTOS, SÃO MEUS, NINGUÉM ROUBA NEM TIRA. É MINHA BASE DE MORAL, MORAL QUE APRENDI EM CASA, APRENDI NA IGREJA, APRENDI NA VIDA. UM HOMEM QUANDO SE ENTREGA AOS VÍCIOS É UM HOMEM FRACO. RESPEITO TODOS COM PENSAMENTOS DIFERENTES AOS MEUS MAS NÃO CONCORDO! NÃO SOU UM JOVEM COM PENSAMENTO DE VELHO, E QUEM PENSA ASSIM QUE VÁ PRA PUT... CALA A BOCA ZANOTTI!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Quantas Saudades Você me Trás



Dia 8 de março de 2015, quando fiquei sabendo que a apresentadora e cantora Inezita Barroso havia falecido, aos 90 anos de idade, senti um profundo pesar. Não só pela morte em si (sou muito fã desta mulher desde que me conheço por gente), mas pelo modo que muita gente tratou. Comentários como “já era hora”, “aquela velha da televisão” e “ainda era viva?” correram as redes sociais e as conversas boca a boca.

O que mais me entristece é a falta de memória do povo. Uma memória relapsa que apaga personagens importantíssimos de nossa história. Essa senhora que falecera naquele momento é a principal responsável pela preservação das raízes da fina flor da música brasileira. Não, ela não cantava apenas “Moda da Pinga” e “Lampião de Gás”, ela resgatou todo um folclore esquecido por boa parte da mídia e da população. Ela com seu programa “Viola Minha Viola” da TV Cultura de São Paulo, levou a cultura interiorana para todo o Brasil.

E se engana quem pensa que essa senhora só cantava sertanejo. Ela foi a primeira pessoa que gravou um dos mais famosos sambas-canções brasileiros, “Ronda”, de Paulo Vanzollini (De noite eu rondo a cidade a te procurar sem encontrar...), ela cantava um Noel Rosa como nem Aracy de Almeida foi capaz (outra que ninguém sabe quem é). E também para quem não sabe, junto com Paixão Cortes e Barbosa Lessa fez todo um trabalho de resgate das danças gaúchas, como o “Pézinho” (Ai bota aqui ai bota ali o teu pezinho...) e “Balaio” (Balaio meu bem, balaio sinhá, balaio do coração...).

Inezita Barroso, mais uma personalidade que se vai, mas seu legado, suas virtudes, seus anos e anos percorrendo o Brasil de carro recolhendo músicas, danças e versos ficarão. Correrão os dias até o fim de tudo levando a origem de uma nação na bagagem. Hoje eu não calo a boca, eu bato minhas mãos, aplaudindo essa grande dama e dizendo: “Inezita, quantas saudades você me trás.”.

Entre Bundas e Sorrisos



A televisão brasileira já teve momentos formidáveis. Já foi uma fábrica de sonhos (manipuladora sim, mas com conteúdo) e já teve os mais importantes e inteligentes humoristas do mundo. Chico Anysio, Jô Soares, Ronald Golias, enfim, gênios insuperáveis. Mas, o humor precisa ser sensacionalista?

Resolvi domingo olhar um pedaço do “Pânico na TV” (sim, NA TV, porque é igual omo, maisena e gilette, pode mudar a marca mas o produto é pra ser o mesmo) e fiquei pensando: o que tem de engraçado em bunda? Qual o sentido daquele monte de mulher rebolando no palco e nos quadros? É pra fazer as pessoas rirem ou jovens entrando na puberdade se masturbar?

O humor não precisa ser sensacionalista, não precisa ser popularesco, apenas tem que fazer rir. Pura e simples risada. Claro, tudo na vida tem que se reinventar e o humor também, pois programas como “Zorra Total” e “A Praça é Nossa” usam um humor de bordões e claques (aqueles sons de risadas irritantes que se ouvem a cada frase dita pelo ator em cena) que já deram o que tinham que dar (mesmo eu mijando de rir com o Paulinho Gogó).

Quando uma bunda vale mais que um sorriso, não se vale a pena assistir. Programas como “Pânico” (que eu adorava e assistia com meus pais num passado não tão distante) que só mostram bundas só servem pra destruir o que resta da TV. E no más, ta na hora de calar a boca Zanotti!

terça-feira, 10 de março de 2015

Povo Unido Jamais Será Vencido... Será?



Esse negócio está ficando chato. A crise tomando conta do cenário nacional, a presidente da república (sim, a PRESIDENTE, porque não existe PRESIDENTA, assim como não existe ESTUDANTA nem corpo DOCENTA e por ai vai) dizendo não ter crise, a televisão gritando que tem. A presidente dizendo que os novos impostos são leves ajustes, as contas que chegam aqui em casa gritando que são altas taxas de juros.

Fico feliz de ver o povo querendo ir pra rua, mas sei que não vai da em muita coisa. Besta aquele que acha que o povo já derrubou algum presidente da república em algum momento da história. Nem o Collor (que agora tá lá de novo, investigado pela operação lava-jato porque, pasmem, ou não, recebeu propina de empreiteiras ligadas ao rombo da PETROBRÁS) caiu por causa daquela gente de verde e amarelo nas ruas, e sim porque quem derrubou ele queria estar no lugar dele, roubando como ele e com ele (e aconteceu). Se grandes massas populares desse algum resultado, a primeira eleição direta pra presidente pós-governo militar tinha sido em 1985 e não em 1989.


Enquanto nossa querida (ou não) presidente vai pra rede nacional dizer que são leves reajustes e que tá tudo muito bom, tudo muito bem e que temos que ter “paciência”, os políticos roubam o que podem (e principalmente o que não podem), os doleiros compram a honra de quem querem, e o Brasil está tomando no meio do... CALA A BOCA ZANOTTI!

Bem vindos (ou não)

Boa noite cambada de mal acabado

Tenho andado muito por ai dando meus pitacos em tudo que acontece. E o que mais ouço nessa vida é exatamente isso: “CALA A BOCA ZANOTTI!”. Por isso resolvi manda tudo e todos á merda e escrever o que me vem á cabeça nesse blog.

Pode ser que ninguém leia e até que tudo isso seja só um modo de desabafar o que guardo nas ideias, mas vai ser um barato falar o que eu quiser sem censura! A censura diminui o homem, a censura corta as ideias no meio e dificulta o seu fluxo. E no más, já falei demais. Até porque eu quero que todo mundo vá... CALA A BOCA ZANOTTI!