Matutando minhas ideias esses dias, andei pensando em todo esse lamaçal que cerca nossa política nacional. Política é uma coisa marginalizada, um jogo de poder dos mais inescrupulosos que o ser humano já inventou. Quando um cara está no poder, vai lá, faz seu trabalho (super, mega, hiperfaturado, mas faz), vem época de eleição, tenta reeleição sempre que possível e quando não se reelege ou não elege seu sucessor, rouba, faz maus contratos, afunda as contas públicas o máximo que pode e deixa uma bomba para o próximo mandato.
Ai, no interim destes pensamentos, vem a incrível notícia que nosso estado do Rio Grande do Sul está com um déficit orçamentário de aproximadamente 5 bilhões de reais, notícia essa que vem apenas para confirmar meus temores. A última vez que o estado pagou por completo suas dividas foi no governo do Pedro Simon (PMDB) (sim, o velho de 100 anos que parece que não saía do senado nunca, foi governador de 1987 até 1990), e de lá pra cá já se passaram 25 anos.
Nunca foi reeleito governador nenhum desde a primeira eleição direta para o governo em 1982 (eleição essa que elegeu Jair Soares do PDS, hoje PP). E entre erros e acertos, Alceu Collares (PDT), Antônio Brito (PMDB), Olívio Dutra (PT) (não tentou reeleição, mas deixou o estado na pindaíba), Germano Rigotto (PMDB), Yeda Crusius(PSDB) e Tarso Genro (PT) não honrarão todos os seus deveres. E os resultados desses jogos políticos vêm agora, quando é reconhecido que o estado não tem dinheiro nem para honrar sua folha salarial.
José Ivo Sartori que se cuide, porque ele pegou um abacaxi tão grande para descascar que se ele não usar uma boa luva, os espinhos da casca vão cortar suas mãos. Infelizmente, política virou um jogo tão sujo há tanto tempo que hoje em dia nenhum partido se salva. Quem vai pras ruas pedir mudanças faz bem, mas do jeito que está e com o povo que lá está, nosso estado e nosso país continuarão na merd... CALA A BOCA ZANOTTI!
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