sábado, 18 de abril de 2015

Solidão de um quarto




Dizem os mais sabidos (ou pelo menos que se acham mais sabidos) que a pior solidão que existe é a solidão do quarto de hotel. Sempre que se conta uma história e se coloca no meio dela alguma parte sozinho em um quarto pode se ter certeza que é alguma tristeza. Hoje me peguei na pior situação que já passei em todos esses anos tentando viver (claro, perder um ente querido é uma situação muito ruim, ainda mais quando esse ente se mata aos poucos sem pensar em você): sozinho num quarto sem ter com quem conversar e sabendo que não tenho para quem ligar, ou pelo menos bater um papo online.

Tomei consciência de uma realidade que eu sabia mas ficava adormecida na minha mente pela anestesia dos momentos de felicidade passageiros: não soube manter um ciclo de amizades na minha vida. Todo lugar onde eu abito ou já abitei não deixei uma única saudade. Sempre se cria uma reclamação pelo meu jeito de ser que gera muita dor para mim. Não consegui manter um amigo que me chamasse para sair, um amigo que eu não tivesse que me meter no meio das conversas para sair com ele, um amigo que gostasse de mim sem reclamações e que todo o final de semana estivesse comigo, um amigo que em nenhum momento falasse de mim pelas costas, apenas um amigo.

Não quero com esse desabafo botar em cima de mim a imagem de "coitadinho" ou "dramático", quero apenas chegar a conclusão que toda essa minha solidão e tudo isso que me acontece é por minha máxima culpa. Sim, minha culpa, culpa essa que carrego com muito pesar nas costas. Exagero no carinho, exagero no que esperar da pessoa e fico esperando um pouco de afeto do primeiro que vem e me da "bom dia". Não quero com isso também que apareça alguém dizendo "coitadinho, vou ajudar ele". ABSOLUTAMENTE NÃO! Porque eu mereço, tudo o que colho eu já plantei um dia e espero que toda essa dor acabe comigo aos poucos para que eu sofra ainda mais e com esse sofrimento saiba me reerguer e ser um homem melhor algum dia.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

E agora José?



José meu bom José... De vez em quando fico pensando o que te levou a se candidatar a ser comandante de um barco furado, detonado, sem tripulação e cheio de ratos. É meu bom José, tu devias ter ficado na tua Caxias do Sul calmo, tranquilo, devia ter tentado de novo a prefeitura (que com certeza ganharia), tirando de cabeça esse desejo de subir na vida. A subida é sempre mais perigosa, os degraus para chegar ao topo são como lisas arruelas que dividem a pressão de uma forma que tende a não pressionar no inicio, mas depois se da o aperto.

Talvez se tu tivesses esperado mais quatro anos, ter deixado, sei lá, a Ana assumir, ou até mesmo o Vieira coitado (que tu levo contigo e que também ta sentindo a pressão) talvez hoje tu fosse uma oposição mais neutra, o que difundiria tua imagem regionalmente e que saá nacionalmente (claro, nacionalmente como ferrenho apoiador do governo Dilma). Mas tua ganancia por poder (que imagino eu deva existir, pois ninguém chega ao Piratini sem querer) foi tão grande que ao dar a cara a tapa, os socos foram mais fortes, o que te fazem hoje, 100 dias após tomar posse, um governador despopular por não ter como fazer programas que o tornem tal.

E agora José? O que te resta? Sentar e assistir o extermínio do estado ou pegar o que te resta de público e remexer no mais profundo do intimo gaúcho e arrumar o que é de praxe? Talvez arrumar tuas malas e voltar a tua Caxias do Sul que tanto te ama (ou não, não sei como anda a tua situação por lá). Bom, só sei que meu bom José, a ganancia foi tua, agora dirija esse barco e se não afundar, tua capitania terá comando eterno.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Renascendo na fé



Pausa para a semana santa, fica aquele pensamento em mente: será que estou levando a sério minha fé? Será que tem me ajudado em alguma coisa toda essa fé? Será que eu tenho fé? São perguntas tipicas que aparecem na cabeça de todo o cidadão, religioso ou não, nessa época de reflexão que antecede a Páscoa, dia da ressurreição.

Muita gente não entende o real motivo de toda essa tradição (tipo colher macela sexta de manhã, ficar entre quinta e sexta sem comer carne vermelha, apenas peixe, etc.), e tem gente que chega a dizer coisas do tipo "vou fazer um baita churrasco essa sexta-feira". Mas tudo isso tem um sentido especial para quem crê, independente da religião praticada. Até porque toda religião pentecostal e neo pentecostal provem de uma mesma religião, a católica, mas isso é história pra outro texto.

O ponto que eu quero chegar é que toda ou qualquer tradição desta época tem a intenção de penitencia de um erro drástico cometido pelo ser humano, o erro de ter condenado a morte um ser superior que veio com a intenção de salvar-nos do pecado. Ninguém é obrigado a crer nisso, mas tem que respeitar. Respeito é muito importante para tudo na nossa vida, respeito ao próximo é o que mantém a sociedade em harmonia. (o mesmo respeito que eu tenho por quem não crê eu espero ter por crer.)

Se sua fé está aflorada, se sua fé está adormecida ou se por algum motivo você não tem fé, nessa época de pausa faça um balanço de tudo o que levou você a ser assim. A ressurreição representa um recomeço, um momento de renascimento espiritual, um momento de redescoberta de si mesmo. Cresça na fé, acorde essa fé, FAÇA ESSA FÉ RENASCER!