sexta-feira, 13 de março de 2015

Entre Bundas e Sorrisos



A televisão brasileira já teve momentos formidáveis. Já foi uma fábrica de sonhos (manipuladora sim, mas com conteúdo) e já teve os mais importantes e inteligentes humoristas do mundo. Chico Anysio, Jô Soares, Ronald Golias, enfim, gênios insuperáveis. Mas, o humor precisa ser sensacionalista?

Resolvi domingo olhar um pedaço do “Pânico na TV” (sim, NA TV, porque é igual omo, maisena e gilette, pode mudar a marca mas o produto é pra ser o mesmo) e fiquei pensando: o que tem de engraçado em bunda? Qual o sentido daquele monte de mulher rebolando no palco e nos quadros? É pra fazer as pessoas rirem ou jovens entrando na puberdade se masturbar?

O humor não precisa ser sensacionalista, não precisa ser popularesco, apenas tem que fazer rir. Pura e simples risada. Claro, tudo na vida tem que se reinventar e o humor também, pois programas como “Zorra Total” e “A Praça é Nossa” usam um humor de bordões e claques (aqueles sons de risadas irritantes que se ouvem a cada frase dita pelo ator em cena) que já deram o que tinham que dar (mesmo eu mijando de rir com o Paulinho Gogó).

Quando uma bunda vale mais que um sorriso, não se vale a pena assistir. Programas como “Pânico” (que eu adorava e assistia com meus pais num passado não tão distante) que só mostram bundas só servem pra destruir o que resta da TV. E no más, ta na hora de calar a boca Zanotti!

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